Facebook – amar ou deixá-lo?

Mark Zuckerberg. O homem do ano de 2010. Criador do nosso não tão querido Facebook. Pra quem não sabe (se é que isso é possível), o Facebook é uma rede social e vem roubando o espaço, principalmente, que era ocupado pelo Orkut há alguns anos atrás. Muitas pessoas, inclusive, até tem trocado o Twitter por ele. Mas será que o Facebook é só uma inocente rede social?

Quando eu ingressei no Orkut, eu entrava para publicar nos fóruns, criticar, conversar, discutir. Fotos eram aquelas 12 e eu tinha tipo umas 3 minhas e o resto era bobagem (tirinhas, coisinhas engraçadas). O visual não era tão atrativo. É certo que eu fuçava algumas pessoas, querendo saber da vida delas. Mas não era o motivo para eu entrar no Orkut.

No Twitter, eu entrei e fiquei fascinada. Porque eu sempre tenho uns pensamentos aleatórios (até meio poéticos) e ter um lugar em que caberia por isso era muito legal. Mas eu confesso que uso pouco. Apesar de ser a que eu mais gosto.

Até que eu entrei para o Facebook. Em primeira instância, achei muito complicado de mexer. Abandonei a conta e só retomei o uso muito tempo depois. E desde então, venho usado constantemente para conversar, mandar alguma mensagem para amigos, ver informações nos grupos que pertenço (principalmente relacionados à faculdade). E de resto? Eu vejo protestos, compartilhamento de correntes, pessoas falando coisas estúpidas, se gabando do novo carro, da viagem,  do namorado, da vida. Gente reclamando da mulher que matou o cachorro, de corrupção, de enchente, do calor. Piadas sem graça que minha avó me contava e eu era obrigada a rir agora transformado em memes e tirinhas.

PRA QUÊ?

Mas antes de entrar nesse assunto aí, vamos ao que eu ouvi esses dias atrás:  ”Tome cuidado: Se você não está pagando pelo serviço, então o produto é você!”. O que é muito verdade, convenhamos… Quem ficou atento às notícias no último mês, viu que o Facebook se deu meio mal no que diz respeito a “política de privacidade”. Uma falha de segurança vazou na internet explicando como ver fotos privadas dos usuários. Inclusive vazaram fotos do próprio Zuckerberg! Também foi publicado que o Facebook guarda todo tipo de histórico sobre você: conversas no chat, buscas, históricos. Tudo que você já digitou no site. E tudo isso vai pra onde? Pro fundo do oceano que não é!

É lógico que por trás disso estão armazenando dados para fins comerciais. É tão óbvio que até sinto o tapa na cara. E todo mundo caindo que nem patinho. Eu me dei conta disso e acabei utilizando só para negócios mesmo. Porque eu percebi que eu não quero saber da vida das outras pessoas. Eu não preciso saber que fulano acha tal coisa engraçada, nem que você acredita numa corrente estúpida e é tão burro pra não perceber que é mentira. Nem preciso adicionar aquela pessoa que eu tenho 80 amigos em comum se eu nunca VI a pessoa na minha vida!

Parem de pautar suas vidas pelo Facebook! Sim, você está sendo usado! Sim, você é um objeto de estudo! E não no bom sentido… Por que você acha que quando você coloca que tá com dor cabeça aparece uma propaganda da Neosaldina do lado? Não sejam bobos. A vida real tá lá fora. Não é porque você não tem a nova timeline ou porque você tem menos de 300 amigos que sua vida acabou. Vai trabalhar! Vai escrever um livro, vai ler, vai estudar, vai fazer algo produtivo da vida! Facebook é pra ficar 15 minutos e ir viver nas outras 23h45m. Mas o que estão fazendo é completamento o contrário! Responda para si mesmo: Por que eu preciso disso? Por que eu preciso VER isso?

E mais uma coisa (por mais estranho que pareça pra você ouvir isso):

PROTESTO NO FACEBOOK NÃO FUNCIONA!

Sabe por que funcionou no Egito? Porque eles fizeram algo mais do só apertar “Compartilhar” e não ficaram sentados com a bunda na cadeira, esperando algo se resolver. Ficar APENAS indignado não significa MERDA NENHUMA nada.

 Ter um Facebook é uma distração? Sim. Bater um papo, dar risada do amigo é legal.  Mas não substituam uma coisa pela outra! NADA substitui contato humano, uma conversa de verdade num bar com os amigos. Facebook não é vida, é um complemento tão desnecessário quanto seu celular de 924.827 utilidades que você só usa pra telefonar e jogar Angry Birds.

Não digo aqui para deletarem suas contas e serem radicais. Apenas, encontrem um meio termo. Parem para refletir. Se você tem que trabalhar, ele não vai ser feito pra você ficar vagueando na timeline dos outros.  As pessoas também não precisam saber TUDO sobre você. Dependendo do que você falar, você pode ir pra cadeia. Vamos PENSAR mais e PUBLICAR menos?

Recomendo a leitura: “Desinteresse e questões de privacidade afastam pessoas do Facebook“ (FOLHA) e “O Facebook está nos deixando infelizes“ (GIZMODO).

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  • Dalva

    O interessante é que ainda tem gente que curte  assuntos e informações, além desse “Eu, eu mesmo” que se tornou a rede. Agora eu entro meus 15 minutinhos pra curtir isso aqui. : )