Deixei passar batido por total falta de atenção. Mas o filme estreou no dia 29 de janeiro e felizmente ainda está em cartaz. E eu espero de verdade que a indicação de Morgan Freeman para o Oscar de melhor faça com que a produção permaneça mais tempo nas telonas nacionais.
A história do filme se mistura tanto com a de Nelson Mandela (interpretado por Freeman) quanto com a trajetória da seleção sul-africana de Rugby. O presidente da África do Sul se mostra empenhado em transformar o esporte em algo também popular aos negros, diminuindo assim os danos causados pelo apartheid.

E enquanto Freeman segura muito bem a barra e todo preconceito dos próprios colegas de política, dentro do campo quem está no comando do time é o também excelente Matt Damon, na pele do capitão Francois Pienaar. Já os dois atores são comandados pelo diretor Clint Eastwood (Menina de Ouro), ou seja, qualidade garantida.
O filme não é perfeito, lógico. Afinal, quando se envolve fatores políticos em uma produção, muito das convicções giram em torno da opinião do diretor e dos roteiristas. Mandela é retratado como um herói que colocou em risco a própria carreira política para defender um ideal popular. Para alguns isso pode ser o máximo, enquanto outros irão contestar que haveria coisas mais importantes com que batalhar.
Mas verdadeiro ou não, o filme meio que mostra como algo aparentemente fútil como um jogo de futebol pode se tornar uma ótima ferramenta de união e restabelecimento social. Afinal de contas, política deveria servir para isso: entender realmente do que o povo precisa. É o tipo de material que deve estar presente na mesa de todos os dirigentes e organizadores da Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2016, que acontecem no Brasil.
O bacana do filme é que mesmo os menos familiarizados com as regras do Rugby nem irão se importar com isso. Dá pra entender rapidinho, já que o que chama atenção mesmo é a sensação de você saber que tudo terminará como manda o clichê. No entanto, até a palavra clichê cai por terra já que o filme retrata fatos reais.












