GAME Review: GTA 4 (versão PS3)

Sei que o melhor para se começar a fazer um review é procurar algum lançamento. GTA 4 não é novidade pra muita gente (entenda “muita gente” como “nerds/afcionados por games”), no entanto, acredito que a franquia merece ter bastante opinião espalhada pela internet (e que isso sirva de referência, principalmente, para que nunca a experimentou).

Vale a pena, inclusive, fazermos uma pequena retrospectiva pra quem não conhece a série Grand Theft Auto. Ela também ficou conhecida como uma das produções mais polêmicas no universo dos video games. Motivo: ser violenta demais e supostamente ser responsável por transformar adolescentes tetudos em possiveis delinquentes.

A primeira versão do jogo é de 1997, lançada para os felizes proprietários do saudoso Playstation 1 (PSone), Game Boy Color e para computadores (esta última fez tanto sucesso que rolou até duas expansões, as duas com o nome ‘GTA: London‘) .

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E mesmo com a chuva de críticas por parte dos “especialistas” politicamente corretos (que até hoje criticam GTA enquanto assistem as novelas ou os filmes da Xuxa) a ideia iniciada pelo trio Sam e Dan Housero, mais o amigo deles Terry Donovan, virou febre depois de ser aprimorada por David Jones, que também deu a ela o nome pelo qual seria conhecida desde então.

Podemos dizer, inclusive, que foi GTA que praticamente ajudou a criar e colocar a Rock Star no mapa como um dos principais ícones entre as empresas produtoras de games.

O melhor de tudo isso é que os produtores não se deixaram abalar pelos “línguas santas” e continuaram a inventar versão e mais versão para GTA. Ao todo, se eu não estou errado nas contas (não deu vontade de pesquisar no google) que fiz, existem 15 GTAs por aí (e eu “só” joguei 6).

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A era 3D chegou à franquia a coisa degringolou de vez… pra muito melhor, claro! E mesmo que alguns xiitas digam que o importante em um jogo não são os gráficos, GTA III provou que eles fazem, sim, muita diferença. Combinados com uma boa jogabilidade, que mistura desde conceitos de RPG, ação, aventura, shooter, corrida de carros e motos, stealth… Cara, não dá pra relacionar.

Mas o que dá pra classificar é a faixa de público. Crianças precisam ficar longe? Bem, o jogo lhe proporciona liberdade total para trafegar tranquilamente entre as pessoas nas ruas fictícias de Liberty City, Vice City ou San Andreas. Mas essa liberdade também pode ser usada pelos menos puritanos para provocar brigas, correm em alta velocidade com carros ou motocicletas ou mesmo sair atirando nas cabeças dos pedestres pra ver no que dá.

E GTA 4 não foge desse estilo e traz, como todos os outros jogos fazem, os elementos básicos que tornaram o projeto um sucesso. A história principal continua se desenvolvendo pela necessidade do jogador procurar (pelo mapa no canto esquerdo da tela) por missões.

O personagem principal é Niko Bellic, um russo e ex-veterano de guerra, que chega a Liberty City em busca de “novas oportunidades“. Na cidade (baseada na Nova York dos anos 80), ele recebe auxílio do primo, Roman, que tenta levantar os negócios da empresa de taxi de luxo que criou. Nisso, muitos personagens são introduzidos na grandiosa trama do Grand Theft Auto da nova geração de super consoles.

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Pontos positivos: a história de GTA 4 é a mais séria de todos os jogos da série já lançados. Não que o humor do excelente GTA San Andreas possa ser descartado, mas nessa versão os roteiristas (Dan Houser e Rupert Humpries) procuraram um foco mais dramático. As piadinhas ainda existem, porém, o jogador será forçado em pontos chaves do jogos a dexiar de lado a graça e decidir entre deixar-se levar pelo desejo de vingança do personagem ou pelo próprio senso de justiça. E se tem uma coisa que eu adoro em jogo é essa possibilidade de mudar o rumo da história.

E não me refiro somente ao final do jogo, mas durante toda a experiência “in game” mesmo. Por exemplo: em uma das missões Niko precisa decidir se mata ou não uma pessoa que contrariou a vontade de um dos mafiosos do jogo. No meu caso, decidi por deixar o pobre viver e, mais pra frente durante a jogatina, encontrei o coitado pela cidade (além das missões básicas, é possível encontrar outras secundárias com alguns pedestres de Liberty City).

E isso não acontece apenas uma vez, porém, nem sempre o resultado de matar ou deixar alguém vivo trará benefícios para o jogador. No final mesmo, você é levado a decidir como será a última missão e também o próprio final (pelo que apurei, são dois finais possíveis).

Terminado as missões é possível também conhecer vários pontos de interesse pela cidade inteira. Eles vão de restaurantes (onde Niko pode ficar bêbado e ter dificuldades pra voltar pra casa), lanchonetes, shows de strip (com direito a, herr… apresentação particular) até Stand UPs (hilários e que não se repetem) e show de mágica.

Gráficos: a versão que eu joguei é a de PS3, mas acredito que a de Xbox e PC tenham a mesma qualidade incrível. Quem se surpreendeu com GTA: San Andreas e a possibilidade de se viajar entre as 3 cidades grandes (Los Santos, Las Venturas e San Fierro) e ainda passar por vilarejos rurais entre elas, ficará chocado com a quantidade de elementos presentes na Liberty City de GTA 4.

Pra quem é chato pra detalhes, irá se surpreender quando vir as obras que ocorrem pelas ruas das 3 ilhas da cidades evoluíndo. As 4 estações do ano estão presentes no jogo, com a possibilidade de se ver a respiração dos personagens nos dias frios e poeira se acumulando nos carros no período de calor. Caia numa piscina e ao sair repare nas pegadas deixadas pela água ou (no caso de você ser um pouco mais cruel) pelo sangue das vítimas que você irá matar durante as missões. Inclusive, as roupas ficam sujas de terra ou mesmo sangue e ficarão limpas somente após o jogo ser salvo (pra isso, você precisa ir até em casa e dormir).

As armas do jogo foram concebidas por especialistas e praticamente reproduzem desde potência até os sons de quando atiram.

Mas a melhor parte quanto aos gráficos com certeza fica com os carros. Eles sofrem arranhões e amassam de acordo com o impacto que recebem. Se há uma explosão por perto e o carro ainda pode ser ligado, mesmo que seja um lamborguini ele não correrá mais do que uma lambreta.

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Jogabilidade: a visão em pessoa de GTA, na minha opinião, sempre foi a melhor. É possível, inclusive, mudar o ângulo de visão apertando o botão select e adaptar de acordo com a preferência de quem joga.

Dirigir nesse jogo não é tão simples quanto nas versões anteriores. Os carros também foram desenvolvidos para responder de acordo com o modelo, potência e até pelos danos que recebeu durante o percurso.

E mesmo roubar um carro parado na rua deixou de ser possível apenas abrindo a porta. Agora, eles ficam trancados, logo, é preciso quebrar o vidro e ainda fazer ligação direta. E como na vida real, quebrar o vidro de um carro chama atenção de quem estiver à sua volta (vixe, parece até que eu estou acostumado a fazer isso…) e isso inclui desde civis até a polícia. E se for a polícia, corre que ela pega.

Mas o bacana nesse caso é que você pode resistir à prisão, coisa que sempre faltou nas outras versões. Afinal de contas, se durante as missões você pode chegar a enfrentar e eliminar hordas de gangsters, por que não conseguir simplesmente correr quando ouve uma voz de prisão?

Com armas é possível mirar travando a mira nos inimigos ou posicionando-a em locais estratégicos do corpo. Atirar na cabeça, por exemplo, elimina mesmo um policial munido com colete à prova de balas (que pode ser aproveitado por você, caso consiga se aproximar do corpo). E dependendo do dano, nem sempre seus adversários morrem. Feridos, eles podem simplesmente ficar deitados no chão ou tentar fugir (implorando para que você não os mate).

Pontos negativos: assim como todos os outros GTAs essa versão possui muitos personagens. A história é mais complexa e, talvez por isso, acaba deixando algumas pontas soltas.

A cidade ser enorme, cheia de becos, túneis (você pode pegar metrô pra ir de um canto a outro) e pontes não é ruim, porém, ao contrário das outras versões você não pode comprar casas. Você as ganha de amigos ou fazendo a decisão certa na escolha de algumas missões. As lojas de roupa se repetem: há uma para roupas mais simples; outra para roupas de mauricinho; duas pra roupas sociais (ternos e tals).

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Versão PS3: destaco o incentivo dos troféus, presente em outros títulotambém. Isso dá mais ânimo pra quem gosta de completar um jogo 100%. E eles aparecem até mesmo no modo multiplayer, que é excelente (possibilitando até 16 jogadores numa mesma sala).

E falando do modo on-line, mais um ponto positivo pela possibilidade de se usar TODO o mapa ou delimitar em áreas melhores. O cenário do Aeroporto é um dos mais divertidos, principalmente por podermos usar os helicópteros pra tentar dar trabalho pros viciados que jogam contra você.

Os modos de jogos são básicos: mata-mata, mata-mata em time, corrida de carros. Mas há também alguns exclusivos do jogo, no qual um grupo recebe uma missão e vence quem a cumpre primeiro. Eu diria que são evoluções do velho rouba-bandeira, mas que dessa vez evoluíram para carros…

Nota: 9,5

2 Comments Post a Comment
  1. luis says:

    otimo review!!!!

  2. Brunooo bron says:

    nuss cara o gta 4 é o melhor jogo da serie games
    graficos 10000000
    jogabilidade 1000000000000000
    naum para de joga ele se fosse pra compra o play 3 compraria so pra joga ele
    nem q o jogo custe 200 conto eu comproo e recomendo pra vs lols
    flww
    vlwww

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