Mulher de fases
No desfile da grife Carlota Joakina constatei uma série de hits do inverno 2010, que despontam como forte tendência da estação: meias 3/4 ou 7/8 usadas com vestidos curtos e supercurtos; tecidos com aparência de dobradura, com formas bem definidas (mas que aparentam ser desconfortáveis…) vestidos com mangas ou ancas bem definidas e casacões gigantescos.
Na passarela, primeiro vieram as mulheres de estilo prático e casual: leggings, com detalhes na parte interna da coxa e nas pernas, usadas com casacos estilo exército, de corte reto e com detalhes de apliques; depois vieram as mulheres mais sensuais, estilo meio lolita, com microvestidos de tecidos leves como cetim, seda, crepe de seda, usados com as tais meias – que prometem ser a peça da vez neste inverno — além de uma espécie de luvas presas apenas pelo dedão (na verdade parecem mais meias com os dedos cortados), além de detalhes de zíperes costurados por fora.
O desfile termina com a mulher romântica, que parece embalada para presente… É que o tecido tem a aparência de tão engomado e cintilante que parece realmente que veste papel celofane…este é o efeito que esta sequência de roupas parece ter.
Destaquei também as botas bem curtas ou unckle boots e meias-calça brancas com efeitos de tinta “borrados” aleatoriamente [parece aquela brincadeira infantil de botar tinta no canudo e assoprar...lembra? Se você não for dessa época, fica a dica (rsrsrs)].
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Alguém avisa os estilistas que, ao menos na passarela, a moda é inverno!
Acho que o mundo anda mesmo de ponta cabeça!
2012 é agora!
Esse tempo maluco repleto de terremotos, chuvas, desabamentos… e no planeta fashion não poderia ser diferente. O que mais se viu nas passarelas da Semana de Moda de São Paulo foram vestidos curtíssimos e de tecidos leves: na edição de inverno, vê se pode?
A presença de meias é que, de vez em quando, nos remetia à estação do ano a que o SPFW se propôs. Por outro lado, também vi alguns estilistas que esperam um inverno Antártico, Ártico ou Siberiano — ou tudo isso junto —, para a nossa estação mais fria. Casacos que parecem ter vindo dessas regiões pra lá de geladas foram expostos por aqui…
Exageros a parte, espero que na hora de sair à rua — durante o inverno — a opção seja o sábio caminho do meio. Aí você não vai nem morrer de frio nem de calor.
Apocalipse na moda
A grife Do Estilista inovou. Na passarela, os modelos desfilavam sobre cascalhos tornando o caminhar algo difícil como se fosse por sobre escombros. Os looks lembravam realmente o fim do mundo. Tecidos grossos e com volume nas cores preta, cinza, verde musgo e marrom completavam o clima.
O caos foi a temática. Para caminhar, só mesmo botas meio galochas-meio coturno. Destaque para sobreposições de trajes: camisas sob vestidos, vestidões bem largos e saias com barra desestruturada…
Luxo absoluto!
O desfile do estilista André Lima, que encerrou a semana de moda foi um primor. Assisti quase sem fôlego diante de tantos modelos perfeitamente confeccionados. Tudo bem que foi um desfile de exageros, com mangas ultrabufantes, vestidos com volumes gigantescos nas saias… mas quando a obra é bem feita o resultado não é um olhar de reprovação, mas, sim, um olhar de encantamento. Foi isso que vi no último desfile da SPFW. Saio daqui gratificada pelo belo presente…
Os vestidos eram assimétricos, ou seja, os lados não eram iguais, seja na estampa, seja no recorte do tecido… Se um lado tinha manga, do outro era tomara-que-caia… Vi muito efeito dobradura nas saias e nas mangas, e, como disse, quando a coisa é bem acabada o efeito é lindo de se ver… e foi o que eu vi.
Os looks também vinham com apliques de tecido como se fosse leque de um lado da saia ou do busto. Os curtos eram bem assimétricos, principalmente na altura do decote e os longos… minha nossa! Pareciam uma mistura de passado e futuro: a era dos reis e rainhas da Europa de mãos dadas com a modernidade dos tecidos maleáveis e recortes futuristas. Os babados podem lembrar as dançarinas de flamenco, mas sobreturdo, as mulheres de André Lima são sempre elegantes e fortes e muito femininas.
Simplesmente arrebatador!












