O desfile da Osklen foi bem diferente das últimas propostas da marca apresentadas em desfile de moda.
Pra começar, a mudança mais instensa, a meu ver, foi no quesito tecido. Nas outras edições, a Osklen vinha com proposta mais leve, com tecidos cheios de balanço e 
suavidade. Desta vez, o que se viu foi justamente o contrário.
Tecidos pesados, encorpados, muito mais estruturados, parecendo uma espécie de armadura. Os ombros estão bem salientes, os modelos vieram com os tradicionais e esperados chapéus, que caracterizam a grife — além de cortes que parecem vestir tanto homens quanto mulheres.

Algo meio assim: você usa um dia que eu uso no outro, sabe?
As cores foram as clássicas, preto e marfim. As outras tonalidades aparecem mais em modelitos de tricô, que me remeteram ao Peru, dada a mistura de cores…
Em determinado momento imaginei aquela proposta: acabou a cor que estava usando? Então misture com outra e outra… Coisas das nossas avós. Coisas de Oskar Metsavaht.
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Fotos: Carlos Zambrotti/AgNews














