“Uma mãe em apuros”
(Motherhood)
Uma Thurman de mamãe, pijamão e camisola é algo impagável. Depois de vê-la de macacão de motociclista, amaralo e empunhando uma katana na saga Kill Bill, vê-la como dona de casa também é angustiante. Parece que a moça vai aplicar o golpe secreto do Pai Mai, que atinge cinco pontos do corpo e fazem o coração explodir, toda vez sai de casa. Mas acho que é essa a graça do filme, mesmo que o diretor não tenha percebido, já que a produção trata do corre-corre das mães pra cuidar da casa, do marido e dos filhos (tudo ao mesmo tempo). É fácil entender como a A Noiva de Kill Bill conseguiu dar cabo de tanta gente sozinha. Nesse caso, Uma é Eliza Welsh, residente da ilha de Manhattan em Nova York, nos EUA. Ela está desesperada para organizar a festa de aniversário de 6 anos da filha e ainda conseguir vencer um concurso de redação cujo tema é “maternidade“. O filme tenta ser engraçado, mas as piadinhas tiram toda a graça do que está mais para um drama sobre o cotidiano das donas de casa norte-americanas. Mas não é algo terrível de se ver e não há clichês muito gritantes. Pra mim, uma boa pedida pras sessões de sábado…
Estréia prevista no Brasil: hoje, dia 15 de janeiro de 2009
—
“Onde vivem os monstros”
(Where the wild things are)
Sabe aquelas coisas que aparecem pra mostrar e provar que você ainda continua na beirada da caverna, achando que conhece suficientemente as coisas boas do mundo? Pois é isso que eu senti ao assistir esse filme. Eu não sabia que a história se baseia nos livros infantis de Maurice Sendak, escritor e ilustrador que já vendeu mais de 18 milhões de cópias da obra “Onde vivem os monstros“. Quem aparece nos primeiros segundos do filme é o garotinho Max, que vive junto com sua mãe e irmã. O menino é o típico pivete que adora procurar brincadeiras com tudo o que vê pela frente. Tanto que ele chega a se fantasiar de animal selvagem pra atacar o próprio cachorro, em uma correria danada pelos obstáculos “naturais” impostos pela mobília da casa onde moram. Um dia, por causa de uma briga banal com a mãe, Max foge e por mais incrível que isso possa parecer, encontra um barco e rema até uma ilha onde encontra seres monstruosos. É um filme pra atrair a atenção de crianças, mas pra surpreender adultos com a profundidade de sentimentos. É quase uma apostila didática para os pais entenderem o que se passa na cabeça dos pequenos gênios inventivos que têm dentro de casa. Ele explora toda a capacidade que uma criança têm para criar e como isso pode ser caóticamente natural. Pois é… tô falando difícil? É que fica complicado mesmo explicar. Pra tentar simplificar, os seres que Max encontra não são mais monstruosos do que a personalidade de uma criança. Eles movem uma sociedade não pela organização econômica ou tecnológica, mas por sentimentos. E apesar disso gerar muito conflito, o caos é resolvido naturalmente justamente porque as crianças possuem um poder incrível de superação. Enfim, é um puta filme. Recomendadíssimo pra quem tem filho.
Estréia prevista no Brasil: hoje, 15 de janeiro de 2009
—
“Astro Boy”
(Astro Boy)
Osamu Tesuka foi tão genial na criação do manga que conta a origem do personagem que Astro Boy ganhou uma série animada no Japão em 1963. Na verdade, foi o andróide que deu início à produção de animes na Terra do Sol Nascente. A origem de Astro não é diferente à dos principais heróis norte-americanos e tão triste quanto. Mas enquanto Peter Parker é orfão de pais e Clark Kent do planeta inteiro, Tobio faleceu em um acidente automobilistico. Seu pai, o chefe do Ministério da Ciência de Metro City, conhecido como Dr. Tenma, fragilizado pela perda, constroi um robô para substituir o filho. Ou seja, além de ser uma cópia de um humano, suas habilidades como androide (ampliadas pelo poder do núcleo azul: uma espécie de central de geração própria de pura energia) o fazem ser rejeitado pelo próprio pai. O diretor David Bowers é tão competente quanto o Tesuka e também possui a habilidade de fazer marmanjos como eu quase chorar dentro da sala do cinema. Mas não é só de drama que vive a animação, já que se tem uma coisa que japonês sabe fazer é humor. Há muitas cenas onde outros personagens robóticos descontraem com sacadas divertidas e que arrancam da gente algumas boas gargalhadas. Outro filme que vale muito o ingresso, especialmente se for em 3D.
Estréia prevista no Brasil: dia 22 de janeiro de 2009.












