\\ Difícil esquecer dos filmes que modificaram de alguma maneira a forma de assistir cinema. Eu não tive oportunidade de ver O exterminador do futuro 2 na telona, mas considero-o uma das minhas produções favoritas. Motivo: efeitos especiais incríveis e uma história com uma trama espetacular.
O T-1000, modelo de exterminador (interpretado por Robert Patrick) feito de… herrr, metal líquido (????), deixou muita gente incrédula. Mas aquilo era só o início do poder que a tecnologia poderia trazer para os diretores realmente competentes (e com grana suficiente para conseguir explorá-las ao máximo). Oito anos depois os irmãos Wachowski apostaram em um novo estilo de filmagem; abusando dos giros de 360º em slow motion e com direito a close da trajetória de balas (que acabou virando clichê já que hoje em dia até em novelas o recurso é imitado… ou pelo menos tentam imitar).
Mais filmes foram lançados, muitos conseguiram nos surpreender. Lembro de ter adorado ver o novo King Kong de Peter Jackson, sem contar bem antes, quando finalmente puder ver meu personagem dos quadrinhos preferido nos cinemas, no primeiro Homem-Aranha. Pena que nenhum desses filmes pode existir na era 2009 dos filmes em 3D. Meu deus, o que seria assistir O Senhor do Anéis por essa tecnologia?
E eu aprenderei a rezar para que essa tecnologia possa em breve ser aproveitada na telinha também, já que guardarei um lugar especial na minha estante para o primeiro disco em blu-ray que comprarei. E o título já foi escolhido:
Se tiver problema com o vídeo, clique aqui.
Quando eu li que o diretor James Cameron disse ter bolado Avatar há 14 anos pensei que era pura jogada de marketing. Mas na época o cara era presidente da empresa de efeitos especiais Digital Domain, que não aguentou o tranco de uma produção cheia de criaturas virtuais e realmente fez o projeto criar poeira em alguma gaveta.
Mas o problema se agravava ainda mais porque Cameron também queria que o filme fosse em 3D. Ele tentou algo com uma versão do segundo “Exterminador do futuro” feita especialmente para o parque temático da Universal Studio. Dá uma assistida ae:
Infelizmente não dá pra ver em 3D, mesmo assim, algumas cenas ficaram bem esquisitas. E isso não se deve ao fato da falta de avanço nessa tecnologia, mas sim ao trabolho mesmo que era todo o equipamento de geração das imagens. Não consegui encontrar uma imagem, mas o troço pesava mais de 200 kg. Era preciso que a produção improvisasse equipamentos de contrução pra conseguir levantar tudo aquilo do chão para as filmagens. Ao todo, o filme tem 12 minutos e custou (pasme) estupendos U$ 60 milhões.
Valeu a espera. James Cameron vira mais uma vez referência de inovação. São 2h42 minutos de cenas TOTALMENTE em terceira dimensão. Pera… pera… Deixa eu explicar melhor (e vale a pena correr o risco de ser repetitivo): esse não é um desses desenhos animados ou outros lançamentos em live action (Harry Potter e o Príncipe Mestiço, por exemplo) com umas 2 ou 4 cenas em 3D.

Usarei do clichê pra dizer que experiência de ver Avatar tridimensionalmente é algo único. Você se vê dentro do filme, avançando pelos corredores e desviando de portas sendo abertas. É possível saber o quão longe um personagem está do outro e até mesmo se surpreender com uma arma apontada para a sua testa. Melhor ainda para o público brasileiro é que a versão legendada também foi produzida na tecnologia.
As legendas não atrapalham o cenário e chegam inclusive a interagir com ele. É possível vê-las dentro por trás do vidro do cockpit de um helicóptero ou desviando de uma arvore. No entanto, acostumar com elas pode atrapalhar um pouco a concentração durante os primeiros 5 minutos do filme.
Eu mesmo levei um tempo pra sacar que o planeta Pandora não era o grandão azul ao fundo do que parecia um planetinha mais à frente do vídeo:
Na verdade, Pandora não é um planeta, mas a suposta lua daquele planeta gigante gasoso que você viu no início do vídeo acima (que não recebeu nome algum). Ali moram os Na’vi, uma raça aparentemente selvagem que vive com bastante intensidade toda a riqueza natural daquela lua. Os humanos entram na história no velho clichê dos malditos exploradores que realmente somos.
Muita gente criticou a história por ela ser muito batida. Porém, apesar do filme realmente não apresentar nenhuma novidade nesse sentido, costura sentimentos muito bem. Avatar é o típico filme que server muito bem pra chamar atenção das m**das que fazemos graças à “busca pelo avanço“. O mais bacana do filme é que apesar de se passar em um mundo completamente fictício, não existe forçação de barra. As cenas de ação são críveis ao máximo, graças à habilidade do diretor, que aprendeu bastante com Titanic.













O blog mudou de novo, tá muito bom!
Será que Avatar é isso tudo? Não curto muito animação e tenho até medo de ver e não gostar… a propaganda tá boa.
abraço
O filme é demais, os efeitos perfeitos, a história é linda, o enredo, valeu muito ter enfrentado uma enorme fila para assistir. Tinha que ser do CAMERON PARABÉNS!!!!! Gostaria de ir para PANDORA….
[...] Mas se alguém quiser arriscar, recomendo que assistam somente se não conseguirem ingresso pra Zumbilandia ou Avatar. [...]
[...] post. Ele vai ficar enorme. Maior do que o que fizemos para comentar da maravilha que foi “Avatar“. E não se preocupe: fugiremos das comparações inúteis entre o filme de Cameron com essa [...]