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\\ Foi impossível não lembrar do dia da fatídica “coletiva de imprensa” que deveria apresentar para os jornalistas os atores Kristen Stewart e Taylor Lautner, mais 15 minutos de tiragosto da continuação de Crepúsculo.

Como não houve cabine de imprensa do filme (pelo menos não que eu saiba, já que veículos bem maiores que o Vitrine podem ter conseguido ver antes), contentamo-nos com a pré-estréia. As sessões disponíveis para os cinemas de São Paulo começaram entre 23h50 de quinta, dia 19/11, e 00h de sexta, dia 20/11 (pleno feriado de Consciência Negra).

Cheguei ao Shopping, onde consegui encontrar ingressos disponíveis para o filme legendado, por volta das 21h30 e depois de forrar a pança subi para o hall do cinema às 22h30. Lotado? De menininhas e menininhos histéricos a qualquer ameaça de se liberar a fila para a entrada na sala.

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Eu e a Ana (fomos juntos) concordamos que ser fã é um dos estágios bem próximos à loucura, já que a fila, ainda faltando 2 horas pro início do filme, estava com um tamanho considerável. Um monte de gente sentada no chão (insanidade?) que ficaram de pé em um pulo, mais rápido do que qualquer ser humano normal pudesse perceber, quando as “porteiras” da sala se abriram (juro que temi ser esmagado em alguma parede de vidro, como aconteceu com a manada de idiotasfãs no dia da “coletiva“).

Mas tudo correu bem, já que, graças à competência da administração do cinema, entrarmos na sala ainda faltando 1h pro início do filme. Isso evitou correrias e possibilitou que todo mundo se acomodasse tranquilamente, com direito a comprar sem pressa pipoca, refrigerante e outras coisas que não duraram muito por causa da ansiedade do público cativo dessa saga que, como livro, já vendeu pelo mundo mais de 5 milhões de cópias.

Comparar o primeiro filme, Crepúsculo, à Lua Nova é até maldade. A continuação conseguiu fazer a mesma coisa que o primeiro: ser melhor que os livros. Mas o é uma verdadeira superprodução, com efeitos especiais nitida e estupidamente melhores.

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O estúdio responsável pela franquia, Summit Entertainement, fez valer o faturamento de R$ 350 milhões pelo mundo com Crepúsculo. A produção é competente e extremamente fiel ao livro, a ponto de melhorar a história reduzindo consideravelmente os elementos enfadonhos e cansativos do chororô da Bella Swan (Kristen), que passa por um bode federal ao ser dispensada pelo vampiro-vegetariano Edward Cullen (Robert Pattinson), e vai curar as feridas com Jacob Black (Taylor), que nas horas vagas é um lobisomen (e também serve pra completar o triângulo amoroso).

Dou destaque para Taylor Lautner, o moleque mandou bem. A Kristen também chora direitinho (zueira, ela é bastante competente). Só não posso ser tão eloquente com o Pattinson, ele conseguiu fazer com que eu gostasse ainda menos do vampirinho cheio de “não me toques“.

Tudo bem que agora eu provavelmente me tornei o inimigo número 1 das tietes do Edward, já que o comportamento das menininhas quando o rapaz aparece pela primeira vez em cena é perturbante. Imagine-se dentro de uma sala com 150 guardas de trânsito assoprando seus apitos pra um ônibus desgovernado, prestes a atropelar um recém-nascido.

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Agora, substitua os guardas por adolescentes com a progesterona atacada ao ver um jovem galã milionário. Quando o lobisomen-boy, Jacob, tira a camisa numa determinada cena, então, os Maias encontrariam a forma como o mundo vai acabar em 2012: em gritos histéricos das fãs de Crepúsculo.

O filme é perfeito pra elas, as adolescentes românticas que adorariam que vampiros fossem seres poderosos e de bom caráter. O filme é divertido pra quem curte fantasia e não é xiita com adaptações bastante livres de mitologias (como a dos vampiros).

Mas o filme será péssimo pra quem é exigente demais, já que possui os mesmos elementos do primeiro, acumula novos personagens e tenta ser profundo em outros aspéctos além do romance entre Bella e Edward. Eu gostei (apesar de ainda ficar com um pé atrás com os vampiros purpurinados à luz do sol), espero que os próximos continuem sendo melhores que os livros (assim não precisarei me preocupar em ler o último).

Abaixo, um vídeo com entrevistas com atores e mais cenas do filme. Não é do Vitrine mas serve pra quem realmente gosta de Crepúsculo (créditos para milarossi do Portal Twilight).

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P.s: e este acabou sendo mais um filmarada especial, totalmente sem querer. A gente viu outro filme, o “A vida íntima de Pippa Lee”. Mas como a estréia dele ainda vai demorar, a crítica fica pra próxima semana.