Eram os anos incríveis. Jovens- frutos do “baby boom” pós- segunda guerra mundial queriam liberdade de expressão. Foi a época do rock and roll, Elvis, depois os Beatles, e no Brasil, a Jovem Guarda. Eram prenúncios de uma revolução no comportamento da juventude, que decidiu romper com a sociedade conservadora da época, quebrando paradigmas na música, nas artes e também na moda.
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Esse era o cenário ideal para uma revolução silenciosa, mas poderosa: a da moda de rua. Nos anos 60, o modo de vestir sofreu uma mudança radical: os ateliers ou maisons perderam o posto de templos da criação. A passarela da moda passou a ser a rua, pela primeira vez desde que a moda surgiu tal qual a conhecemos. Foi observando o comportamento dos jovens, sobretudo das moças nas ruas de Londres, que estilistas antenados na cultura pop transformaram a moda de rua em moda de passarela.
Nesse contexto de mudança de paradigmas e efervescência cultural que nasceu a minissaia, uma das criações mais importantes do século 20. Os “pais da criança” foram os estilistas Mary Quant, na Inglaterra, e o francês Andrés Courrèges, mas vale lembrar que eles apenas ‘ oficializaram’ a criação, difundindo a peça e dando-lhe status de moda. Pois Quant nunca se cansou de afirmar que “Não fui eu nem Courrèges quem inventou a minissaia, foram as ruas”.
A proposta da peça mais curta traduzia-se na rebeldia dos anos 60, época em que as mulheres começaram a ganhar mais espaço em todos os sentidos. Foi a época da pílula anticoncepcional, que possibilitou à mulher um controle maior sobre seu corpo e seus desejos. Essa conquista da liberdade sexual devolveu à mulher o poder sobre seu próprio corpo, escolhendo, ela própria, quando e se queria ser mãe.
A minissaia foi a materialização de tudo isso em forma de peça de roupa. Era a mulher que passava a dar as cartas, que passou a decidir e a escolher… Se fez as escolhas adequadas ou ainda se usa a peça com ou sem atitude… bem, essa é uma discussão que pode dar pouco ou muito pano pra manga.
O fato é que a juventude crescia em tempos de paz e o desejo era curtir a vida, sem as neuroses e racionamentos de guerra, imperou. Este foi o terreno fértil para o surgimento da minissaia, um estilo colhido das ruas de Londres e que rapidamente brotou em praticamente todo o mundo Ocidental.
Vida longa para a minissaia!
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P.s: O Ministério da Moda adverte: use ou aprecie com estilo, viu?













Nos anos 60 o amor é um sentimento libertário, o sexo era quase uma bandeira, um desrregramento contra o sistema, o levantamento de uma bandeira vermelha contra a culturinha engomada e controladora do militarismo.Bom post!
Dizem q a mini saia é o menor pedaço de pano que cobre o maior parque de diversões!
Uma mini saia estratégica consegue unir o charme e sexualidade sem ser vulgar. Acho que todos homens gostam de ver uma mulher de mini saia.
Ótimo texto. Parabéns =D
[...] caso da minissaia (muito bem apresentada pela nossa colunista de moda Duca nesse post aqui e aqui, e que me inspirou a escrever esse “pequeno” texto) podem ter certeza de que é [...]
Transcrevi a reportagem no meu blogue. Um texto gostoso de ler. Que retrata uma época. Concordo com os comentários de Alan e Zedeck.